risadinha

Risadinha

O risadinha é uma ave da ordem dos Passeriformes, da família Tyrannidae.

Também conhecido como alegrinho, assovia-cachorro, miudinho (Pernambuco), papa-mosquito e caga-cebo (Linhares-ES). O risadinha é uma ave passeriforme da família Tyrannidae e também uma das aves mais comuns nos mais diversos ambientes. Ocorre desde a floresta amazônica até áreas de campos com arbustos de todo o país, adaptando-se a ambientes urbanos com alguma arborização.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) kamptos = curvado; e stoma = boca, bico; e do (latim) obsoletus, obsoletum, obsolescere = comum, ordinario, liso, desgastar. ⇒ (Pássaro) liso com bico curvado ou (ave) comum com boca curvada.

Características

Mede cerca de 9,5 centímetros. Observando a ave, é possível notar que a cabeça é um pouco mais acinzentada do que as costas, levemente esverdeadas (isso na pena nova, depois da muda feita entre janeiro e março; posteriormente, acinzentada). Também com as penas novas, destaca-se a listra branca superciliar. Atrás do olho, linha escura, fina, ressalta a sobrancelha longa. Bico escuro na ponta e base alaranjada, nítida na maior parte das observações. Costuma eriçar as penas do alto da cabeça, formando um semi-topete, com aspecto de despenteado; outras vezes, penas achatadas contra a cabeça, dando aspecto arredondado a essa área. Barriga amarelada (pena nova; com o desgaste, cinza) e duas listras nas asas, mais amarronzadas depois da muda e desbotadas após algum tempo, ficando amareladas ou cinza.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Possui treze subespécies:

  • Camptostoma obsoletum obsoletum (Temminck, 1824) - ocorre do Sudeste do Brasil até o Uruguai, Paraguai e norte da Argentina;
  • Camptostoma obsoletum bolivianum (Zimmer, 1941) - ocorre do centro da Bolívia até o noroeste da Argentina, na região de Tucumán;
  • Camptostoma obsoletum cinerascens (Wied-Neuwied, 1831) - ocorre no leste do Brasil, nos estados do Maranhão até o estado do Ceará e no estado do Mato Grosso e no oeste da Bolívia;
  • Camptostoma obsoletum maranonicum (Carriker, 1933) - ocorre no norte do Peru, no médio vale do Rio Marañón;
  • Camptostoma obsoletum sclateri (Berlepsch & Taczanowski, 1884) - ocorre na região tropical do oeste do Equador e extremo noroeste do Peru, nas regiões de Tumbes e no norte de Piura;
  • Camptostoma obsoletum griseum (Carriker, 1933) - ocorre no litoral árido do oeste do Peru, da região de Lambayeque até Lima;
  • Camptostoma obsoletum pusillum (Cabanis & Heine, 1859) - ocorre na costa caribenha do norte da Colômbia e norte da Venezuela; também ocorre na Ilha de Trinidad;
  • Camptostoma obsoletum caucae (Chapman, 1914) - ocorre na Colômbia, a oeste da Cordilheira dos Andes, na região de Cauca e no vale de Magdalena;
  • Camptostoma obsoletum napaeum (Ridgway, 1888) - ocorre da região central e sul da Venezuela até as Guianas e no norte do Brasil;
  • Camptostoma obsoletum flaviventre (P. L. Sclater & Salvin, 1865) - ocorre na costa do Oceano Pacífico do sudoeste da Costa Rica e Panamá;
  • Camptostoma obsoletum orphnum (Wetmore, 1957) - ocorre nas Ilhas de Coiba e Cébaco no Oceano Pacífico no golfo de Montijo no litoral do Panamá;
  • Camptostoma obsoletum majus (Griscom, 1932) - ocorre no Arquipélago das Ilhas Pérola no Oceano Pacífico no litoral do Panamá;
  • Camptostoma obsoletum olivaceum (Berlepsch, 1889) - ocorre do sudeste da Colômbia até o leste do Equador, nordeste do Peru e no oeste do Brasil, no oeste do estado do Amazonas.

Alimentação

Caça invertebrados e alimenta-se de frutos.

Reprodução

Apresenta um período reprodutivo que vai de julho a dezembro. O ninho esférico, construído com matéria vegetal, possui uma entrada lateral e prende-se firmemente à ramagem. Crozariol & Pascoal (2016) descreveram a espécie utilizando um ninho abandonado do gênero Tolmomyias no estado de Tocantins.

Hábitos

Desconfiado, está sempre movimentando-se bastante, desde a copa das árvores mais destacadas até próximo ao chão. Aprender a identificá-lo bem auxilia no encontro das outras espécies de tiranídeos pequenos, parecidas no formato, cores ou que possuem cantos próximos. Além do tamanho e comportamento, característica marcante é o canto. A forma mais chamativa é uma seqüência de notas agudas, altas, descendentes e que parecem uma risada (origem do nome comum). Há alguma variação no tempo de emissão, provavelmente característica individual. Canta desde o amanhecer até o escurecer. Possui outros chamados, um deles lembrando o fim-fim ou vi-vi. Respondem um ao outro, bem como a cantos gravados.

Distribuição Geográfica

Referências

  • Aves do Pantanal - Disponível em <http://www.avespantanal.com.br/paginas/245.htm> Acesso em 25 abr. 2009.
  • Crozariol, M.A. & W. Pascoal (2016) Provável ninho de Tolmomyias sp. (Rhynchocyclidae) sendo utilizado para nidificação de Camptostoma obsoletum (Tyrannidae). Atualidades Ornitológicas 192: 4-6.
  • Gwynne, John A., Ridgely, Robert S., Tudor, Guy & Martha Argel (2010), Aves do Brasil. Vol 1. Pantanal & Cerrado. Editora Horizonte.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Galeria de Fotos

risadinha.txt · Última modificação: 2018/12/15 22:55 (edição externa)